segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aprendendo a errar certo.

Confuso? Sim, mas nada incomum.

Papeando com uma amiga acabei parando pra pensar no quanto aprendi com meus erros certos. O pior é que não foram poucos nesses míseros dezoito anos de vida. Mas como tudo na vida é mais fácil compreender com exemplos, aqui vou eu...

Lembra-se de quando você era criança e vivia fazendo arte? Garanto que muitas vezes te disseram pra não enfiar o dedo na tomada (aos pervertidos, falo no sentido literal), mas mesmo assim você foi com aquele dedinho gordo e enrugado na tomada e levou aquele choque! Se você não for masoquista, tenho certeza que não se atreveu a repetir o ato!

Dando um exemplo mais profundo... Lembra-se quando aquele(a) teu(tua) amigo(a) disse que fulana(o) não prestava? Mesmo assim você achou que devia, se jogou de cabeça e quebrou a cara? Pois é! Se você aprendeu alguma coisa, esse foi um erro certo!

Uma frase que rege minha vida é “après moi, le déluge”, Dostoievski (Karamazov)/by Louis XV. Não entendeu? Tudo bem... Dei uma de beócio e explico (hohoho).
“Depois de mim, o dilúvio” defino como sofrer as conseqüências depois de fazer as “cagadas” (com perdão da expressão). Tem coisa melhor que sofrer as conseqüências? Sim... você leu certo! Sofrer as conseqüências sim, porque não?
Que graça teria aprender com os erros dos outros? Que graça teria não fazer certas coisas porque fulano fez e não deu certo? Eu acredito que nenhuma. Sem contar que a probabilidade de você atingir um objetivo olhando um terceiro busca-lo é nula.

Imagine que infeliz seria uma pessoa que até seus oitenta anos não enfiou o dedo na tomada porque nos seus primeiros anos de vida disseram-na que não devia? Imagine só oitenta anos de curiosidade? Imagine essa pessoa aos oitenta tendo a decepção de enfiar o dedo na tomada pensando que fosse algo mais? Pois é! Então por que você não enfia o dedo na tomada? É isso que eu faço todo santo dia (aos pervertidos, infelizmente falo no sentido literal). Antes de terminar um dilema, começo outro... Isso se o anterior não se prolongar por mais dias.

Aliás, deve ser por isso também que acordo em Curitiba e durmo em São Paulo sem saber onde vou morar no mês seguinte.

Perdi a conta das vezes que ouvi frases do tipo: “Mas de novo? Você já não tentou isso e acabou desistindo?”. Realmente quebrei a cara milhares de vezes tentando realizar alguns planos. Contudo, fico feliz (e um pouco orgulhoso, admito) em poder dizer que na maioria das vezes alcancei meus objetivos.

E o que concluo com tudo isso? Não sei! Conclusões são sempre difíceis nesse tipo de situação. Até porque se o fim de cada situação fosse previsível, escolheríamos as que nos trariam glória e não as que nos trazem experiência. Analisando e complicando ainda mais, todas as glórias se tornariam somente um resultado sem graça a partir de um esforço mínimo. O pão que dá mais trabalho pra fazer é com certeza o mais gostoso ao comer.

Resumindo tudo, sou homem o bastante pra arcar com minhas próprias conseqüências e, como me ensinaram, eu prefiro arriscar que viver na penumbra dos que não tentam e por isso não vivem! Essa é a única conclusão que chego.

:)

Texto dedicado a minha amiga Jake com quem um dia hei de dar risada junto e pessoalmente!

Um comentário:

Unknown disse...

Amor, concordo plenamente com seu texto, q por sinal é lindo... E diante d tudo que já passei e ás vezes me arrependendo do que eu faço, ele me fez ver que não é preciso arrependimento, pois tudo é aprendizagem, inclusive as consequências...

Amei, meu inteligentíssimo.. (como sempre, neah ?!?)

Beijoos, amo-te!! Saudades..

Jéssica M.

Aliás, fui a Primeiraaa !! =P