domingo, 26 de abril de 2009

Por que não se reinstalar?


Hoje, dum nada, meu computador resolveu parar de funcionar.

Os que me conhecem sabem que “surtei” na mesma hora. Karl sem computador é igual a um avião sem asa...
Comecei a pensar nos possíveis problemas e nas principais soluções para reviver minha máquina, mas nada adiantou.
Quando tentei reparar o sistema ele simplesmente reinstalou tudo sozinho e apagou todos os meus arquivos. Se o lado Manu tivesse aflorado, estaria chorando de ódio até agora (huahsuahsuas).

Todas as minhas fotos e registros de todas as minhas viagens dos meus 14 anos pra cá (por volta de 20.000 fotos), todas as minhas músicas (9GB de música, algumas que comprei), documentos, textos, cartas de amigos, tudo apagado. Inclusive um livro que escrevia há dois anos; apagado. Dum nada.
É muito estranho perder o registro do seu passado.

E não é materialismo; não mesmo. Perdi fotos e textos do tempo de escola, de momentos que sei que não terei de novo. Registros de risadas, de bobeiras, momentos marcantes, amigos que já se foram; tudo.

Ou seja, realmente perdi o registro do meu passado. Enquanto não sofrer de Alzeimer, só me restará a memória orgânica.

Mas depois de descontar toda a raiva nos seres alheios, comecei a pensar que talvez não tenha sido tão ruim. Perdi os registros dos melhores momentos da minha vida, mas os “registros ruins” foram embora também. O que eu interpreto por registro ruim? Bem, sabe aquelas fotos/músicas daqueles momentos que te fizeram bastante feliz com aquela pessoa (ou não necessariamente) que hoje só te faz mal? Pois é.

Não que eu seja masoquista ou extremamente sentimentalista para guardar esse tipo de coisa. Não mesmo... Eu só acredito que tudo na vida tem como base o equilíbrio. É preciso uma fossa de vez em quando. Caso contrario viveríamos felizes como Teletubbies.

Ao invés de sentir-me como em The Flowers da Regina, como me sentia até então, agora me sinto bem. Aquilo que me fazia mal hoje é indiferente. Não sinto tanta falta, se você bem me entende (words by my mind).

Dividindo a lição que aprendi, sugiro a você que apague de vez em quando aquilo que não mais te merece. Melhor ainda, não apague pois poderá sentir falta; simplesmente reinstale!

;)

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aprendendo a errar certo.

Confuso? Sim, mas nada incomum.

Papeando com uma amiga acabei parando pra pensar no quanto aprendi com meus erros certos. O pior é que não foram poucos nesses míseros dezoito anos de vida. Mas como tudo na vida é mais fácil compreender com exemplos, aqui vou eu...

Lembra-se de quando você era criança e vivia fazendo arte? Garanto que muitas vezes te disseram pra não enfiar o dedo na tomada (aos pervertidos, falo no sentido literal), mas mesmo assim você foi com aquele dedinho gordo e enrugado na tomada e levou aquele choque! Se você não for masoquista, tenho certeza que não se atreveu a repetir o ato!

Dando um exemplo mais profundo... Lembra-se quando aquele(a) teu(tua) amigo(a) disse que fulana(o) não prestava? Mesmo assim você achou que devia, se jogou de cabeça e quebrou a cara? Pois é! Se você aprendeu alguma coisa, esse foi um erro certo!

Uma frase que rege minha vida é “après moi, le déluge”, Dostoievski (Karamazov)/by Louis XV. Não entendeu? Tudo bem... Dei uma de beócio e explico (hohoho).
“Depois de mim, o dilúvio” defino como sofrer as conseqüências depois de fazer as “cagadas” (com perdão da expressão). Tem coisa melhor que sofrer as conseqüências? Sim... você leu certo! Sofrer as conseqüências sim, porque não?
Que graça teria aprender com os erros dos outros? Que graça teria não fazer certas coisas porque fulano fez e não deu certo? Eu acredito que nenhuma. Sem contar que a probabilidade de você atingir um objetivo olhando um terceiro busca-lo é nula.

Imagine que infeliz seria uma pessoa que até seus oitenta anos não enfiou o dedo na tomada porque nos seus primeiros anos de vida disseram-na que não devia? Imagine só oitenta anos de curiosidade? Imagine essa pessoa aos oitenta tendo a decepção de enfiar o dedo na tomada pensando que fosse algo mais? Pois é! Então por que você não enfia o dedo na tomada? É isso que eu faço todo santo dia (aos pervertidos, infelizmente falo no sentido literal). Antes de terminar um dilema, começo outro... Isso se o anterior não se prolongar por mais dias.

Aliás, deve ser por isso também que acordo em Curitiba e durmo em São Paulo sem saber onde vou morar no mês seguinte.

Perdi a conta das vezes que ouvi frases do tipo: “Mas de novo? Você já não tentou isso e acabou desistindo?”. Realmente quebrei a cara milhares de vezes tentando realizar alguns planos. Contudo, fico feliz (e um pouco orgulhoso, admito) em poder dizer que na maioria das vezes alcancei meus objetivos.

E o que concluo com tudo isso? Não sei! Conclusões são sempre difíceis nesse tipo de situação. Até porque se o fim de cada situação fosse previsível, escolheríamos as que nos trariam glória e não as que nos trazem experiência. Analisando e complicando ainda mais, todas as glórias se tornariam somente um resultado sem graça a partir de um esforço mínimo. O pão que dá mais trabalho pra fazer é com certeza o mais gostoso ao comer.

Resumindo tudo, sou homem o bastante pra arcar com minhas próprias conseqüências e, como me ensinaram, eu prefiro arriscar que viver na penumbra dos que não tentam e por isso não vivem! Essa é a única conclusão que chego.

:)

Texto dedicado a minha amiga Jake com quem um dia hei de dar risada junto e pessoalmente!