domingo, 27 de junho de 2010

Vinte e Novo.

Vinte anos. Logo chego aos vinte um, vinte e dois... trinta; vivo ou morto. Se vivo, o mais desafiador será viver e não sobreviver a esses intervalos de tempo.

Para não me prolongar e fazer dessa mais uma descrição de cento e poucas linhas, venho publicamente pedir desculpas. Sim, desculpas. Peço desculpas a todas as pessoas que não amei como devia, a algumas que devia ter amado mais, às que devia ter amado menos e a muitas a quem eu deveria ter contado sobre o amor que tive por elas nas oportunidades que tive, havendo reciprocidade ou não.

Peço desculpas também às pessoas que magoei pouco, às que magoei muito, às que eu deveria ter magoado e não o fiz e àquelas que não se magoaram por não saber o quanto eu as usei - sem dó.

Ao iniciar mais uma década – ainda de vida – pretendo ser menos auto-suficiente, me tornar menos escravo de minhas próprias forças, temer menos minhas próprias emoções e, agora sem pensar uma vez sequer, falar sobre o que meu corpo quiser. Ultimamente tenho deixado mais pessoas se aproximarem e ainda as tenho deixado criar links entre elas. O mais legal é que tenho aprendido com todas: as que surtam no curto tempo que passam comigo, as que se moldam a mim, as que passam a me odiar quando me conhecem de verdade e, principalmente, com aquelas que se expiram e fazem de mim um melhor entendedor do ser humano. Obrigado e me desculpem.

“We're so helpless… We're slaves to our own forces and afraid of our emotions…”
Leslie Feist